"sábado, 29 de julho de 2006
quarta-feira, 19 de julho de 2006
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Espelho, espelho meu...
"Ah, agora tá explicado... eu sabia que ele tava com a cabeça em outro lugar!"
segunda-feira, 10 de julho de 2006
Uma violenta cabeçada no oponente em rede mundial!!!
Acho que essa seria uma forma inusitada de mandar tudo pro espaço...
...
Bem, mas acho que depois dessa final de copa, já não teria o mesmo efeito.
Ah, que Zidane!!! pelo menos foi divertido de ver
domingo, 9 de julho de 2006
Lillian Hellman (dramaturga)
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Notificações automáticas
quinta-feira, 22 de junho de 2006
"Terrorismo poético & outros crimes exemplares"
terça-feira, 20 de junho de 2006
domingo, 18 de junho de 2006
Sobrevivência na civilização
Nós somos todos decepados da Natureza, e não apenas os moradores urbanos. É talvez importante lembrar algo de que às vezes nos esquecemos: um campo é tão produção humana quanto uma estrada. Apenas em algumas praias, serras, e poucas florestas, é que vemos a natureza algo parecida com o que foi antes da interferência humana. Ainda que intelectualmente ou emocionalmente apartados da Natureza, sofremos por uma perda que é difícil de definir...
A cor verde nos induz a acreditarmos que o planeta está repleto de natureza.
Se nos irritamos com a depredação e violação de propriedades e censuramos a pichação e o grafite, então devemos responder tal qual à deformação da natureza; por exemplo, uma estrada no meio da floresta, uma marca de pneu no deserto, um......
Nenhum átomo pode ser perturbado sem que, por atração, repulsão ou o que for, não se afete os átomos ao redor.
Todo movimento humano, toda ação orgânica, todo desejo, paixão, ou emoção, todo processo intelectual, é acompanhado por perturbações atômicas, e por isso todo e cada movimento, todo e cada ato ou processo afeta todos os átomos da matéria universal.
A juventude é uma embriaguez sem vinho, dizem. A vida é uma embriaguez. O único sóbrio é o melancólico, quem, desencantado, olha pra a vida e a vê como é realmente, e corta a garganta. Se for assim, quero estar muito bêbado. O grande lance é viver, apegar-se à nossa existência e disparar com ela em alguma grandiosa e fascinante perseguição.
A princípio, mesmo o sorriso da Natureza pode parecer cruel e frio. Qual conforto pode ajudar a tolerar a dor infinita de quando uma graciosa pessoa se vai, ou o terrível desperdício de quando uma mente brilhante ou um talento superior é aparentemente destruído pela morte? A aurora matinal, o calor do amanhecer, o passar das estações em seu revezamento magistral; os ferimentos são silenciosamente curados, a dor cessa de ser contínua, torna-se recorrente apenas a intervalos cada vez maiores, e finalmente chega o momento, totalmente inesperado, quando o coração uma vez mais se entrega ao esplendor de um céu maravilhoso de Verão. A cura está no Tempo e na Natureza, e os preços para estes grandes médicos são esperança e paciência.
Esta imersão na Natureza é igualmente apropriada para superar quaisquer dores do coração. O único passo necessário é a decisão por esta atitude de entrega.
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Trechos de novos contos
xxx
(...) Tão do contra que, não por árduo sofrer, e ao invés dos contemporâneos que buscam inovar a forma, trilha os caminhos clássicos com destino aos lugares-comuns - à sua maneira, por certo, pois que não haveria de subordinar-se a outro que não sua própria insanidade.
(...)
Não à toa, cobra não voa.
xxx
(...)
- Ó, Culos de Boavista, Rei entre as sombras, Senhor do discernimento, Guardião dos saunterers, errei eu longa jornada que findasse em teu saber do porvir. Permite que me apresente; sou Escotomo de Miopia. (...)
xxx
por Đ®@КЄquinta-feira, 1 de junho de 2006
DESNUVEM
Se quiserem informações sobre política, liguem a televisão, abram os jornais, pesquisem, mas não procurem o misantropo. Se quiserem críticas literárias ou sobre filmes, leiam, vão ao cinema e façam as suas próprias, mas não procurem o misantropo! Se quiserem saber do meu cotidiano, façam parte dele, mas não procurem o misantropo!
O misantropo está cansado de blogar textos coesos, biografia e opiniões tecnicistas!
Porém, o misantropo convida os raros, os loucos, os descompromissados e toda a estirpe dos libertos para visitar este espaço e ler seus pensamentos desligados, suas expressões fora de padrão, seus delírios cínicos... O misantropo convida os raros a conhecerem pedaços de uma mente alucinógena.
Não há neste espaço lugar para os coesos! Aqui o dadaísmo, a desconstrução da forma toma as rédeas.
Tudo o que há para ser dito já o foi. “When it’s all the same we can ask for it by name”. Quando o conteúdo se esgota, apenas a inovação da forma se faz atraente. Quero brincar com idéias, situações, palavras... Quem quiser seriedade que saia daqui! Convido apenas os dispostos a enlouquecer comigo! Os dispostos a olhar como parnasianos dadaístas. Hedonistas anárquicos. Rebeldes blasé.
“Podemos perdoar a um homem por haver feito uma coisa útil, contanto que não a admire. A única desculpa de haver feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente. Toda arte é completamente inútil.”
O Teatro Mágico entoa o lema:
Sem horas e sem dores! Respeitável público pagão...
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Os opostos se distraem, os dispostos se atraem!...
quarta-feira, 31 de maio de 2006
O DEMÔNIO DA PERVERSIDADE
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Estamos à borda dum precipício. Perscrutamos o abismo e nos vem a náusea e a vertigem. Nosso primeiro impulso é fugir ao perigo. Inexplicavelmente, porém, ficamos. Pouco a pouco, a nossa náusea, a nossa vertigem, o nosso horror confundem-se numa nuvem de sensações indefiníveis. Gradativamente, e de maneira mais imperceptível, essa nuvem toma forma, como a fumaça da garrafa donde surgiu o gênio nas Mil e uma Noites. Mas fora dessa nossa nuvem à borda do precipício, uma forma se torna palpável, bem mais terrível que qualquer gênio ou qualquer demônio de fábulas. Contudo não é senão um pensamento, embora terrível, e um pensamento que nos gela até a medula dos ossos com a feroz volúpia do seu horror. É, simplesmente, a idéia do que seriam nossas sensações durante o mergulho precipitado duma queda de tal altura.
E esta queda, este aniquilamento vertiginoso, por isso mesmo que envolve essa mais espantosa e mais repugnante de todas as espantosas e repugnantes imagens de morte e de sofrimento que jamais se apresentaram à nossa imaginação, faz com que mais vivamente a desejemos. E porque nossa razão nos desvia violentamente da borda do precipício, por isso mesmo mais impetuosamente nos aproximamos dela. Não há na natureza paixão mais diabolicamente impaciente como a daquele que, tremendo à beira dum precipício, pensa dessa forma em nele se lançar. Deter-se, um instante que seja, em qualquer concessão a essa idéia é estar inevitavelmente perdido, pois a reflexão nos ordena que fujamos sem demora e, portanto, digo-o, é isto mesmo que não podemos fazer. Se não houver um braço amigo que nos detenha, ou se não conseguirmos, com súbito esforço recuar da beira do abismo, nele nos atiraremos e destruídos estaremos."
terça-feira, 30 de maio de 2006
OUVIDOS
Para cada passo que você dá errado, dois outros passos, pelo menos, serão dados para retornar ao caminho certo!
Os criminosos em São Paulo tiraram vidas inocentes durante os ataques que aterrorizaram a cidade. A polícia, em resposta, vitimou ainda mais inocentes para mostrar quem é que manda!
sábado, 27 de maio de 2006
VERTIGO
Agora sei, o filme é uma bosta! Neo Reeves não é nem nunca será Constantine.
Procurem ler as histórias da série Vertigo!
Constantine é HELLBLAZER, um londrino, loiro, canastrão e sujo!
O filme errou muito tentando adaptar a HQ...
Conselhos...
Nunca lamente, filho. Arrependimento não vale merda nenhuma!
segunda-feira, 22 de maio de 2006
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Visão do futuro...
Ria de quem não confiar em você.
Quando todo mundo seguir esses preceitos teremos uma população toda de sorridentes de confiança!
sábado, 6 de maio de 2006
Pequenas Coisas (sonho)
Agora é tarde para saber como fui levado a conhecer aquela mulher, mas eu a havia convidado para ir comigo a um luau na casa um camarada, frente à minha. As horas se passavam e apenas o jardineiro trabalhava na copa da árvore na varanda e algumas crianças riam desafiantes e medrosas para nossa casa. Amaldiçoados. Monstros sem coração. Desumanos. Ele vai te tirar os órgãos para comer, vai te manter vivo o máximo que puder. Ouvi dizer que uma vez um cara continuou vivo até a hora de entrar na fornalha. Crianças! Abomino o que passa em suas cabeças. E toda sua criação nervosa primitiva perturbada reverbera quando crescemos. O pai não gosta que subam em suas árvores. Acha que é o gato da vizinha e atira. Cai o jardineiro. Nem remorso nos olhos de um, nem surpresa nos de outro.
E aquela mulher não vem. Decidido a ir ao seu encontro. Não sei onde mora; subo a rua e viro a primeira à esquerda. Ando poucas quadras até achá-la na portaria de um condomínio um tanto vistoso. Oi, lembra-se de mim? Claro, desculpa a demora, é que...
Virando a esquina em retorno, Daiane desce também a rua. A mesma garota que aprendi a odiar durante anos. Dirigiu-se à minha casa e retardei nossos passos, seguindo para o outro lado da rua. A mulher percebe a conduta de fuga. Não se interessa nos motivos. Talvez não se interesse por nada. Seja bela e cale a boca. A vida é pura repetição de erros! E os erros foram cometidos logo na infância; de resto, mudam apenas os atores e os cenários, a tragédia é a mesma.
Non-grata, aplaudiu meu portão, falou com a mãe, parecia destinada àquelas palavras; não podia ouvir, sentia. Entramos na casa do outro lado da rua. Continuei a cuidar os movimentos em minha casa. A mãe aponta este lado. Ele disse que estaria logo ali. Maldito momento quando parei de mentir. Abracei a mulher; deixei aperceber-se de que eu sabia que atravessa a rua; abracei e a mantive em meus braços quando Daiane me beijou o rosto. Preciso muito falar com você, tem tanta coisa que você precisa ouvir de mim... Estava deliciosamente bem vestida, dentro de uma elegância jamais vista e por mim jamais esperada em seu corpo.
Não há mais nada que possa me dizer. Mas... por favor, ouve!... Dei-lhe as costas. Surpreendi a mulher com um beijo. Não imagino o que a garota tivesse a me dizer, mas esperava que aquele beijo lhe servisse de resposta, ponto final em tudo aquilo. Novamente sem ver pude sentir uma lágrima em seu rosto. Pequenas coisas me fazem tão feliz!
